quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Caro senhor Armando Mendes, não confunda calúnias com verdades (ler mais) :: Cidadão Angrense ::

Por António Sobrinho
A respeito do nosso comentário ao texto publicado em http://cidadaoangrense.blogspot.com , intitulado “Velhos tiques de socialismo velho” , o senhor Armando Mendes sentiu-se caluniado e enviou-nos a seguinte resposta:
“Estive de férias e fui surpreendido com este V. texto (a nota anexa) calunioso e mentiroso (até porque a Santa Catarina nada tem a ver com a Câmara de Calheta e eu não tenho qualquer relação com a dita Câmara). Está na altura de darem a cara. Telefonem ou apareçam para nos entendermos. Até lá, aconselharei a Direcção a não publicar qualquer texto de V. autoria. Argumento: não posso confiar em que me insulta vilmente e a coberto do anonimato.”

Caro senhor Armando Mendes, não confunda calúnias com verdades. A sua resposta contém várias incorrecções.
1. Dizer que a Câmara Municipal da Calheta nada tem a ver com a Fábrica Santa Catarina é negar uma evidência conhecida por todos, há muitos anos. Nem o senhor nem ninguém pode negar essa relação.
2. Dizer que o senhor Armando Mendes não tem nenhuma relação com aquela Câmara é negar outra evidência, que aliás está demonstrada num Relatório publicado pelo Tribunal de Contas e que se encontra disponível na internet. Por muito que lhe custe e diga ser mentira, nem o senhor nem ninguém pode negar essa relação. Basta consultar o referido Relatório (pág. 15 e ss.);
3. Dizer que a não publicação se deveu ao facto do senhor jornalista se encontrar de férias é um absurdo total que fica bem patente por ter logo respondido quando publicámos no nosso blogue o comentário em causa. Para nos responder as férias acabam de imediato, para publicar o que não lhe interessa, continua de férias. Difícil acreditar.

O senhor jornalista sente-se obviamente muito incomodado com o nosso comentário, mas não se pode sentir caluniado, pois tudo o que afirmámos é verdadeiro e pode ser demonstrado.
Quanto aos conselhos que irá dar à Direcção do Jornal onde trabalha, para que não publiquem outros textos da nossa autoria, achamos muito engraçada a forma como o senhor jornalista utiliza os tais “critérios” editoriais como suposta defesa contra quem emitindo uma opinião, não falta à verdade dos factos, mas tão só os vê de um prisma diferente do seu. Senhor Armando Mendes, não se sinta insultado com a nossa opinião sobre factos ocorridos verídicos e demonstráveis.
Bem sabemos que o senhor jornalista irá tentar contra-argumentar dizendo que não foram 2.000 euros, mas sim 1.670 euros mais IVA. Irá dizer ainda que o contrato analisado pelo Tribunal de Contas pertence ao passado. Pois sabemos disso tudo. Mas factos são factos e ainda bem que cada vez mais as ligações entre certas pessoas e os dinheiros públicos que recebem são cada vez mais do conhecimento também ele público, por muito que isso custe a certa gente.

2 comentários:

Armando Mendes disse...

Comentário recebido pelo Cidadão Angrense via e-mail de Armando Mendes

Caros senhores,
Todos os contratos que faço, fiz ou farei (e farei sempre que entender!), com qualquer instituição com a qual possa trabalhar, terão que respeitar a lei. E mais ainda, terão que respeitar o código ético e deontológico a que aderi de livre vontade. Os erros que o TC encontrou num contrato meu não me dizem respeito. Dizem respeito à entidade que me contratou. Ademais, são erros administrativos. Percebo, no entanto, o V. problema. É muito açoriano e português…

Em qualquer caso, dou sempre a cara e o nome, quer seja num contrato para fazer um determinado trabalho (felizmente posso, por direito próprio e formação, trabalhar em várias áreas…), quer seja num artigo de opinião, numa reportagem, etc. Não consigo respeitar quem se acovarda atrás do anonimato. E sobretudo age como tal: como covarde. Por aqui se acabam os meus comentários – pelo menos até que um contacto pessoal me possa fazer mudar de opinião.

Os meus melhores cumprimentos

António Sobrinho disse...

Gostamos sempre de verificar que a nossa intervenção serve algum propósito. O senhor Armando Mendes confrontado com os factos demonstrados deixou de dizer que se sente caluniado e passou a admitir que afinal teve um contrato com a Câmara Municipal da Calheta. Afinal não era calúnia.
Pois bem, da nossa parte só nos resta felicitar pela mudança de atitude. É bem verdade que o senhor Armando Mendes tem a liberdade para fazer os contratos que entender, tal como refere. Por outro lado, também é verdade que da nossa parte existe um total desconhecimento que este senhor jornalista tenha tido qualquer intervenção, colaboração, trabalho, participação, ou sequer formação na área da cultura, área para a qual foi contratado pela autarquia jorgense. Mas estamos certos que o nosso desconhecimento não será certamente partilhado por quem o contratou (o seu amigo de longa data, o actual Presidente da Câmara Municipal da Calheta).